Soprando os Calos
Sou vento
e como tal
ora brisa,
ora vendaval.
Sopro em todas as direções,
flerto com a lua,
reviro marés,
encrespo,
amanso,
transformo,
destruo,
construo,
mudo…
Na ânsia do sopro certo
reformo dunas,
embarrigo velas,
reviro embarcações,
derrubo aeronaves,
desfaço telhados,
- tornado sou.
Tufão,
furacão,
aragem…
Faço,
desfaço
e refaço
quando quero
e como desejo,
e não há quem possa
com a tenacidade
do vento que sou,
que erra
em busca de acertos, -
feliz infelicidade.
Não há mar que me resista,
nem campo que fique de pé
à minha passagem.
Porque sou vento
e como tal
transparente,
incontida,
alucinada, -
e definitivamente -,
moinho e sal
da minha vida.
ju rigoni (em nov/89)
Visite também
Fundo de Mim II, Dormentes e Medo de Avião.






Olá!!! Vim aqui através do Oscar e gostei muito do seu espaço, voltarei se me permitir.
Adorei o poema, acho que sou um pouco assim também!!!
Um beijo e uma linda semana pra vc.
ROBERTA
Procurando desenhos eis que sem querer encontro balões, e tal qual… como grata surpresa senti uma aragem soprando meus calos, fiquei extasiada e sómente me deixei ficar parada,apenas lendo e relendo cada palavra, dificil não se identificar.
Parabens, adorei tua poesia essa e algumas outras que li, voltarei com mais tempo.