Pruridos

Técnica mista - Tatiana Pailos
Subverta
e subverta-se.
Grite até ficar rouco.
Permita-se um pouco,
que a vida é muito curta
para que se admita
tantos dias iguais.
E é bem provável
que a loucura
seja nada mais
que o fruto
de uma razão madura.
Então…
por que não o bicho-carpinteiro,
a ansiedade,
a incessante busca pela novidade, -
ainda que jurem
que você passou da idade?
Mentiras!…
Mais o tempo passa
menos se quer saber
do que já se sabe.
Todo dia
deve e tem que ser um novo dia.
A rotina, refinada assassina,
come pelas beiradas
deixando o melhor para o fim.
E aí… firim-firim…
Resta o ranger da cadeira que balança
em meio aos acessos de tosse,
a artrite, a hérnia de disco,
o coquetel de remédios,
a posse de inúmeros trecos
que já não se pode usar,
e a lembrança
de tudo que quase se conseguiu,
quase se realizou, quase se conquistou…
Tudo que… quase.
Os loucos, os excêntricos, os apaixonados,
não conhecem purgatórios.
Só sabem do céu e do inferno.
Eles sim, sabem de tudo.
ju rigoni (1999)
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Oi Ju, sua poesia sempre afiadíssima! Perfeita!
O bicho-carpinteiro lembrou meu pai, que costumava mandar a gente se aquietar, hehe!
Beijos e obrigada pela simpática visita.
Berenice
Olá, Ju!
Este poema é, de facto, uma exortação, à busca do sempre novo. A rotina é pesada, descontrola.
Adorei! Tem uma enorme musicalidade, um ritmo gostoso.
Parabéns, minha amiga!
Um beijo e bom resto de semana,
Milouska
Os loucos é que sabem das coisas, eles sim são felizes… saudades de vc amiga! bjus
Oi, Ju!
Como vai vc?
Desejo-lhe uma Boa e Santa Páscoa com todos os que lhe são queridos.
Um grande beijo,
Milouska
Querida, muito obrigado pelo carinho… que dádiva você compartilhar esses versos tão belos que misturam filosofia e amor pela vida. Gosto muito de tudo que se coloca nesse liquidificador, nesse fundo de mim – Lá, onde a saudade é encanto e o encanto sempe vive.
beijossssssssssssssssss
Olá!
É preciso viver a coragem de nossas convicções… Muitos de nós, “sensatamente” esperamos um tempo que não vai chegar, pois o tempo de ser… é agora.
Bom ler/ver você… faz (re)nascer até um poeta que não existe e/ou existiu em mim.
BJs