De(se)feito…

Escrever-lhe ou não?…
Não sei como
interpretaria minhas palavras…
Está triste…
Experimenta o amargo
da rejeição…
Talvez, procure e encontre
em minhas entrelinhas
o que não existe…
Parco em carnes
e largo em carinhos, -
sempre amigo -,
é o meu ombro…
Mas, o ser humano é estranho…
Sob o véu da depressão
só consegue ver, perceber,
ouvir, acreditar… no não.
Escrever, não escrever…
Mas, talvez, – quem sabe? -
as letras ergam-no da cadeira,
e o conduzam a inúmeras portas
que abrir-se-ão
como aquelas flores
que só se abrem
ao anoitecer…
Na adrenalina da indecisão,
faz-se em mim
o milagre do sim…
E minhas palavras correm…
(bilhete de loteria?)
na contramão do tempo
ao encontro do coração ferido.
Foram-se.
Contudo,… nelas ainda penso…
Como e em que dose
ele há de bebê-las?…
Remédio ou veneno?…
Mas já não há lugar
para arrependimento…
ju rigoni (1998)
Imagem: Aquarela – Tatiana Pailos
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Oi, sem delongas porque o tempo corre, li, gostei, como sempre, li mais dois anteriores, mas, tendo que optar por ler ou comentar, prefiro ler – hehe!´Té mais.
Beijinsss.
Eloah