Maria

(Para Maria “Tarantino” Caú)

Maria Mariazinha
que eu vi pequenininha
e agora não cabe em si.

Mas ela não sabe
que não se sabe, –
que não se cabe…
A “pequena” grande Maria,
não tem olhos de medir
a si própria.

As acácias, a rede,
os miquinhos…
A vodka com limão!
A cerveja, o martini doce,
o bolo de chocolate…
E a parede de pedras.
A saudade é chuva salgada.
E o passado
sempre pode vir a ser
o futuro
do presente.

Maria é a Mariazinha que eu vi.
Grande Maria!

Às vezes teima em ser ilha
esta filha que eu admiro
mas não é minha
nem de ninguém.
É do mundo.
De todo mundo que crê na vida
(enquanto há vida)
enquanto palavra…
E que palavras Maria tem!!

Que venham à luz!…

ju rigoni

Foto Bernardo Castanho

Visite também Fundo de Mim IIDormentes.

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