Etílicas

Maior que o peso ou a espessura,
só a delicadeza de servir
ao tudo que dele se serve…

Secam-se nele dedos
ou lábios úmidos,
pousam sobre ele copos molhados…

Além do uísque e da cerveja,
respingam nele os azuis –
o endereço, o telefone…
o torpedo que segue pelo garçon,
a música recém-nascida,
os excessos do batom,
o esboço do artista,
o poema… o encantamento, –
o medo do esquecimento.

Entre amigos, amores,
conversas, petiscos, bebidas,
– pouco “choro”, muito riso;
entre os ébrios, os caretas,
e a emprestada caneta…
um blues
que é jazz sobre a mesa.

ju rigoni (1999)

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  1. Samantha
    27/10/2008 às 23:29

    Juuuuu,
    tava com saudades das suas palavras, doces palavras.
    beijão

  2. 28/10/2008 às 16:50

    legal

  3. 30/10/2008 às 17:34

    Olá,

    Parabéns pelo blog, muito conteúdo interessante.

    Tem interesse em troca de links? Entre em contato.

    Um abraço.

  4. Sonia Regly
    31/10/2008 às 1:36

    Ju,
    Vc é uma poetisa de mão cheia!!! Posso publicar algum poema daqui?? Escolho e depois te aviso e coloco os créditos direitinho,ok??? Obrigada

  5. Neo
    31/10/2008 às 21:03

    Oi,

    Vim aqui por indicação da Samantha, que é sua fã…
    Super demais o blog.. voltarei outras vezes!
    Grande abraço

    Neo

  6. 07/11/2008 às 3:04

    Ju,
    Se vc me permitir, de vez enquando eu publico alguma poesia sua. Vc escreve muito bem!!!! Gostei muito!!! Obrigada.Beijinhos.

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