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Sinal Amarelo

Eu sou a cara
de pau
sem verniz,
que declara aos cupins,
e às brocas,
e a todas as pragas deste país,
que não admito lambidas.
Não me sugue, não me chupe;
não sou picolé ou sorvete.
Não me derreto ao calor
de poderosas línguas…
E não me fale em diplomacia.
Respeito sua casquinha de cultura…
Respeite a minha!
E faça uma leitura decente
do que se passa nesta casa, –
do que é varrido
para debaixo do tapete…
Me tire da sua reta,
que a estrada da realidade
é traçada em curvas,
não vive de encontros,
de sorrisos,
de flashes,
de marketing…

Por enquanto
só vejo pequenas frestas, –
esperanças -,
nenhum motivo
para tanta festa…

Verdade?
Por enquanto
não vejo ninguém…

Lá, ainda longe,
um magro talvez…

ju rigoni (sem registro de data)

Imagem obtida via google.

Clique aqui para ler o carinhoso presente de aniversário que recebi do meu amigo André L. Soares, um dos melhores poetas que tive o prazer de conhecer aqui, na rede.  André, mais uma vez, o meu beijo e o meu muito obrigada!

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  1. 03/05/2010 às 15:50

    Ju, adorei o poema, dá vontade de ler para certas pessoas que conheço. Vim te desejar as coisas tão mais lindas (como dizia Cazuza) e um feliz aniversário. Continue sendo essa pessoa sensível e de humor refinado que tanto gosto. Beijos.

  2. 04/05/2010 às 0:14

    Ju, minha querida! Parabéns por essa data tão especial!

    Que as alegrias de sua vida sejam muitas, que seja constante a saúde, o amor e tudo o mais de maravilhoso que Deus tem reservado para você.

    Eu gostaria muito, mas não creio que eu poderia escrever um poema a sua altura.

    Mas deixo aqui embora em poucas, todo o carinho e a admiração que tenho por você.

    E esse poema hem? Caramba poetisa! Ainda bem que o André me disse um dia: Olha só essa poetisa Ju Rigone…

    Parabéns querida, amiga! Um forte abraço.

  3. 06/05/2010 às 14:00

    Ju, boa tarde.

    ‘Sinal Amarelo’ é, infelizmente, um poema eterno. Pelo menos, até então. Tomara, um dia, possa ser somente belo. Referente a um passado distante. Hoje, porém, ainda é pra sempre. Válido, outrora, para a época da ditadura militar; válido, atualmente para esse mundo em que quase tudo é somente propaganda enganosa. Eu disse ‘quase tudo’, porque algumas coisas – embora poucas – ainda são puras e lindas (sem que, para isso, seja necessário todo um departamento de marketing): entre elas, a sua poesia.

    Beijos, poetisa.

    André L. Soares.

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