Mesmice

.

Teu olhar atravessa
o vazio.
Sempre do mesmo modo.
Sempre do mesmo lado,
errado.
Imóvel,
teu olhar desbota
no porta-retrato;
pressionado, espremido
entre a madeira e o vidro.

Estático, irreal,
teu olhar atravessa
os vazios de um (in)cômodo cheio…
Sempre do mesmo jeito.
Sempre do mesmo lado,
errado.

Bem feito!

ju rigoni (1981)

reeditado

Visite também Fundo de Mim II, Dormentes e Medo de Avião.

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  1. 25/07/2010 às 22:39

    Hahaha, bem feito mesmo! Ruim se contentar com a mesmice. Todo dia fazer tudo sempre igual, tal como Cotidiano, a música. Acho que eu piraria! Beijos, Ju.

  2. 26/07/2010 às 1:07

    Poema que trespassa como um raio, muito bom!

    Beijos.

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