Baba

.

Entre risos, lágrimas,
letras em cinzas…
Entre erros e acertos ,
uma escola…
A composição do vento, –
meu jazz, meu bolero,
meu blues…
harmonia e lamento…

Ah, o aroma do quibe, –
do hommus, do tabule…
Belewa e ataif de sobremesa…
Quase posso ver…
meu pai novamente à mesa.

Milagres de olfato e paladar;
contrassenso dos sentidos…
Delicio-me nas memórias, –
em meio aos brindes
e ao tilintar dos talheres,
o sabor das histórias…

Nesse pão sem miolo,
desmiola-se minha razão…
Coalhada, azeite, limão…
hummm!…

Meu pai no céu…
da minha boca,
e para sempre
no meu coração…

ju rigoni (2003)

Imagem: Meu pai e eu. Nanquim.

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Fundo de Mim II, Dormentes, Medo de Avião, Navegando…

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  1. 08/08/2010 às 19:28

    Ju,
    Como é bom a gente ter saudade de um pai. Saudade é um sentimento bom e testemunho de companheirismo e amor. Eu tenho pai, mas não tenho nenhuma saudade.
    Eliane F.C.Lima

  2. 15/08/2010 às 1:05

    Que linda poesia, Ju. E teu pai era um baba, que te fez conhecer coalhada, belewa e ataif de sobremesa, ô beleza! O meu adora a cozinha, mas é fã de carnes assadas e outras invenções. Beijos pra ti.

  3. 05/03/2011 às 18:08

    Amiga Jú!

    Lamento que se tenha mudado de casa.
    Era minha vizinha, estávamos aqui mais aconchegadas :)) mas eu vou lá. não se preocupe.
    Beijo

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